Nossa história
Como a Zafiro Nove surgiu
A Zafiro Nove abriu suas portas no Centro de Belo Horizonte com uma premissa simples: relógios mecânicos merecem o mesmo cuidado que se dedica a qualquer instrumento de precisão. Não se trata de nostalgia — trata-se de reconhecer que um calibre bem conservado continua funcionando por décadas, passando de geração em geração sem perder identidade.
O nome nasceu da referência ao safira sintético usado como rolamento em movimentos de alta qualidade — uma peça pequena, durável e fundamental. Nove porque há nove posições de regulagem relevantes na maioria dos calibres automáticos. São detalhes que quem trabalha com relógios conhece; quem passa pela nossa oficina começa a conhecer também.
O fundador, Fernando Alencar, trabalha com relojoaria desde 2004. Iniciou a carreira em Porto Alegre, onde passou anos em bancada aprendendo o vocabulário de cada família de calibres — da construção suíça às peças de manufatura japonesa. Em 2011 transferiu-se para Belo Horizonte e, em 2016, formalizou a Zafiro Nove no endereço da Rua da Bahia onde a oficina funciona até hoje.
Desde o início, a orientação foi manter o atendimento pequeno o suficiente para que cada peça receba atenção individual. Não há filas anônimas nem entrega padronizada. O proprietário conversa diretamente com quem vai tocar no relógio, discute o que foi encontrado e aprova qualquer intervenção antes de ela começar.
Propósito
Preservar relógios mecânicos, automáticos e a quartzo com precisão técnica e respeito à integridade original de cada peça — independentemente da marca ou da raridade.
Valores
Transparência no escopo, honestidade sobre limitações, comunicação direta e respeito ao tempo do proprietário. Nenhum compromisso é feito sem base no que foi realmente encontrado.
Método
Cada calibre é tratado segundo suas próprias características. O trabalho começa por uma avaliação escrita e nenhuma intervenção começa sem aprovação prévia do proprietário.
Quem trabalha aqui
A equipe
Fernando Alencar
Mestre relojoeiro
Mais de vinte anos trabalhando com movimentos mecânicos e automáticos. Especializado em calibres suíços e peças de coleção, com formação técnica em Porto Alegre e Genebra.
Renata Souza
Conservação e documentação
Responsável pelo programa de conservação de peças raras. Formada em conservação de instrumentos de precisão, cuida do registro fotográfico e dos laudos técnicos.
Marcelo Oliveira
Técnico de movimentos a quartzo
Especialista em calibres a quartzo e relógios de manufatura japonesa. Responsável pelas avaliações de marcha e pelas medições em posições múltiplas.
Padrões de trabalho
Como organizamos cada serviço
Laudo de entrada
Toda peça recebida gera um documento escrito com o estado encontrado, leituras de marcha e escopo proposto — antes de qualquer trabalho ser iniciado.
Limpeza por ultrassom
Componentes do movimento passam por banhos ultrassônicos com soluções adequadas a cada tipo de material — sem risco para superfícies delicadas.
Medição em múltiplas posições
Amplitude, erro de batida e marcha são registrados em diversas posições antes e após o serviço. Os valores são entregues ao proprietário em folha impressa.
Vedações e resistência à água
Juntas e coroa são verificadas e renovadas quando indicado. O teste de pressão é realizado ao final e incluído no relatório de serviço.
Privacidade do proprietário
Dados de identificação e histórico de serviços são armazenados com segurança e não são compartilhados com terceiros. Consulte nossa política de privacidade para detalhes.
Prazo comunicado por escrito
O prazo estimado consta na proposta aprovada. Se o andamento do trabalho indicar necessidade de revisão desse prazo, o proprietário é avisado antes do vencimento.
Sobre relojoaria em Belo Horizonte
O trabalho de conservar movimentos mecânicos
A relojoaria mecânica exige conhecimento acumulado ao longo de anos de bancada. Cada família de calibres — sejam os movimentos de base elaborada da manufatura suíça, os calibres de alta frequência japoneses ou os movimentos de produção nacional de décadas passadas — tem particularidades próprias de lubrificação, tolerância e regulagem.
Em Belo Horizonte, a Zafiro Nove ocupa um espaço que combina esse repertório técnico com uma abordagem direta ao proprietário. Não há triagem por balconista nem estimativas dadas sem o relógio em mãos. A avaliação começa com a peça na mesa de trabalho e termina com um documento que o proprietário pode consultar ao longo de todo o processo.
Para relógios de coleção e peças herdadas, a questão raramente é apenas fazer o relógio funcionar — é fazê-lo funcionar sem apagar o que foi vivido. Mostradores pátinados, ponteiros com lacas originais e caixas com marcas de uso contam uma história que não se reconstrói depois de um polimento descuidado. A orientação da Zafiro Nove em cada conservação é preservar primeiro, intervir depois, e apenas o necessário.
O atendimento no Centro de Belo Horizonte é feito com hora marcada ou por visita direta nos horários de funcionamento. A oficina fica a menos de dez minutos a pé de diversas linhas de ônibus e metrô, na Rua da Bahia — uma das mais conhecidas do hipercentro da cidade.
Quer saber o que pode ser feito com o seu relógio?
A primeira avaliação começa pela conversa. Traga ou envie uma mensagem descrevendo o que observou — respondemos com o que encontramos, não com o que gostaríamos de vender.
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